O que é?

Somente quem já passou por alguma experiência de dor sabe o quão difícil é lidar com esta situação. A vida parece perder o brilho, os dias se tornam cinzentos, perde-se a motivação e a capacidade de reação. Pequenos obstáculos tornam-se verdadeiros “abismos”. Impactos nas relações pessoais, na vida profissional e no ambiente familiar são sentidos. Pequenas tarefas da vida diária tornam-se grandes sacrifícios. Mas como podemos definir esta entidade tão complexa que é a dor, sintoma este que até os dias de hoje atormenta a vida de tantas pessoas e desafia médicos e cientistas?

Vejamos algumas “tentativas” de definições:

– “Sensação penosa, desagradável, produzida pela excitação de terminações nervosas sensíveis a esses estímulos, e classificada de acordo com o seu lugar, tipo, intensidade, periodicidade, difusão e caráter.”

– “Mágoa originada por desgostos do espírito ou do coração; sentimento causado por decepção, desgraça, sofrimento”

De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), trata-se de “uma experiência emocional e sensorial subjetiva desagradável associada à real ou potencial lesão tecidual, ou descrito em termos de tal lesão”.

Como podemos constatar por meio das descrições acima, há de se considerar não só os aspectos “tangíveis” da DOR enquanto sintoma físico decorrente de algum tipo de lesão, como também, e não menos importante, o seu caráter subjetivo e os desdobramentos de ordem emocional e psicológica que dela advém. A dor resultante de algum tipo de lesão geralmente tem caráter agudo e é uma forma encontrada pelo corpo de sinalizar que algo não está funcionando bem. Ela tende a desaparecer com o processo de cura da lesão (exemplo: cicatrização de um corte).

Algo que frequentemente é desconsiderado quando se aborda o tratamento da DOR, são as repercussões que este sintoma tem na estrutura psicológica e emocional do paciente. As incertezas e os questionamentos que surgem diante da ocorrência da dor (qual a sua causa? tem cura? qual o tratamento?), podem desencadear no indivíduo sentimentos de angústia e ansiedade.

Quando este sintoma perdura por mais de 3 meses, podemos estar diante da chamada “dor crônica”. A persistência do “estado doloroso” faz com que a ansiedade dê lugar ao desanimo, a descrença e a quadros depressivos, o que por sua vez podem minar a capacidade do indivíduo de reagir a esta situação, dificultando assim o processo de recuperação.

Por outro lado, é fato que a condição emocional e o perfil psicológico do paciente podem  alterar a percepção da dor, tanto de forma positiva (fato que deve ser necessariamente considerado no seu tratamento) quanto de forma negativa, amplificando o sintoma, retroalimentando o processo patológico  e levando a um “ciclo vicioso”.

Abordagens

Algo que frequentemente é desconsiderado quando se aborda o tratamento da DOR, são as repercussões que este sintoma tem na estrutura psicológica e emocional do paciente. As incertezas e os questionamentos que surgem diante da ocorrência da dor (qual a sua causa? tem cura? qual o tratamento?), podem desencadear no indivíduo sentimentos de angústia e ansiedade.

Quando este sintoma perdura por mais de 3 meses, podemos estar diante da chamada “dor crônica”. A persistência do “estado doloroso” faz com que a ansiedade dê lugar ao desanimo, a descrença e a quadros depressivos, o que por sua vez podem minar a capacidade do indivíduo de reagir a esta situação, dificultando assim o processo de recuperação.

Por outro lado, é fato que a condição emocional e o perfil psicológico do paciente podem  alterar a percepção da dor, tanto de forma positiva (fato que deve ser necessariamente considerado no seu tratamento) quanto de forma negativa, amplificando o sintoma, retroalimentando o processo patológico  e levando a um “ciclo vicioso”.

O diagnóstico preciso é fundamental para que se determine a melhor abordagem terapêutica.

Para cada tipo de dor existem modalidades específicas de tratamento.
O tratamento do paciente portador de dor crônica deve portanto ser abrangente e multidisciplinar, de modo a contemplar através de uma perspectiva sistêmica, todos os complexos e interconectados aspectos acima descritos.

Atualmente dispõe-se de uma série de recursos e terapias que podem ser utilizadas no tratamento dos estados dolorosos:

– tratamento farmacológico (analgésicos, antidepressivos, anti-inflamatórios, etc)

– fisioterapia/meios físicos (eletroanalgesia, termoterapia, fototerapia, sensibilização segmentar espinhal, terapia manipulativa, etc .)

– acupuntura (acupuntura tradicional, eletroacupuntura, auriculoterpia, moxabustão)

Leia mais a respeito no artigo escrito pela Dra. Gabriella Souza Naves:
Por Trás da Dor

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